6 de abr de 2010

NINCA ESTAMOS SÓS

                             NUNCA ESTAMOS SÓS


Ilustração:

A temperatura era amena e o mar estava calmo naquela hora da tarde do dia quatro de junho de 1966, quando o barco pesqueiro de 6 m de comprimento partiu do Cabo Cod. Seus dois ocupantes: John Ridgeway e Chay Blyth, estavam remando o seu barco no rumo da Inglaterra.

Alguns dos perigos que eles esperavam eram as baleias e os tubarões, além de outros. Era necessário que um deles estivesse alerta o tempo todo. Enquanto dormia, o outro remava. Não demorou muito e seus músculos estavam doloridos e as mãos em feridas. Tiveram de enfrentar dois furacões, quando parecia como se o mar fosse um tremendo rolo compressor.

Sozinhos na vastidão do Atlântico, com o imenso céu sobre a cabeça, eles tiveram tempo de refletir sobre a mensagem da plaqueta pregada na parede do barco que dizia: “Oh, Deus, o mar é tão grande e o meu barco tão pequeno!”

Clay escreveu em seu diário de bodo: “Agora oro um bocado.” À princípio John recusou-se a orar. Ele não havia importunado a Deus quando as coisas iam bem, e agora que ima mal, sentia muito orgulho para orar. Finalmente John admitiu que sem ajuda não chegariam à Inglaterra. As tormentas tinham-nos desviado de seu curso, atrasando-os. Os suprimentos estavam quase no fim, assim, John também começou a orar.

Um cargueiro inglês passou pôr eles e lhes ofereceu suprimentos. “Foi quase como se uma mão divina houvesse providenciado as condições para nos pôr à prova e então nos guiar para casa.” John escreveu.

Prezado amigo, você já reparou como algumas pessoas são como John e Clay. Pensam que podem ir avante somente com suas próprias forças. São jovens e fortes, pensam, e entendem que não precisam valer-se de Deus. Tem saúde, dinheiro, possuem muitos amigos, um bom emprego, gozam de prestígio, tem uma certa posição social um lar feliz, tudo aquilo que seu coração mais deseja e necessita. Pessoas assim são felizes enquanto em um ponto de apoio. Enquanto seu referencial não muda, enquanto as coisas se encontram sob seu controle.

Porém, Deus pode permitir que no mar sereno da vida venham tufões e tormentas. Permite então, que sejam colocados em posição de não poderem ir avante sozinhos, para que possa, compreender, possam se convencer de quão pequenos e insignificantes somos realmente. Em momentos assim probantes, sofre muito menos aqueles que sabem onde buscar auxílio. Aqueles que, diferentemente de Jhon e semelhante a Clay, podem perceber quão pequeno é o homem no grande universo de Deus e quão necessitados somos de Seu auxílio, pois não podemos lutar e viver sozinhos.

Basta uma enfermidade trazendo-nos algum desconforto; a perda de um emprego trazendo-nos a insegurança e incerteza. Basta a perda de um ente querido nos deixando um vazio e uma grande saudade; a dor da rejeição ou traição do cônjuge amado, para que nossa vida perca o sentido e mesmo assim, quantos de nós ainda somos orgulhosos demais para buscarmos o auxílio divino.

Mas é exatamente pôr causa de nossa vulnerabilidade, nossa fragilidade, que o grande e bondoso Deus Se preocupa tanto conosco! É exatamente pôr isso que Ele se deleita quando compreendemos que precisamos dEle. Quer que vamos a Ele com nossos problemas, sejam grandes ou pequenos. E Deus ouvirá o nosso sincero clamor por auxílio.

Um dos personagens bíblicos que mais sofreu foi certamente Jó. Jó tinha tudo: uma grande, feliz e unida família. Tinha o respeito de seus concidadãos. Tinha o amor e a gratidão dos pobres e necessitados. A admiração dos sábios. Riqueza, mitos servos e servas que o louvavam pelo que ele era. O amor da esposa fiel, amigos e saúde.

Entretanto, como sabemos, muito rapidamente Jó foi perdendo cada uma destas coisas. E o mais importante, o mais bonito é que ele não confiava nessas coisas. Pôr isso, quando seus bens foram-lhe roubados, quando seus filhos morreram numa catástrofe, quando Jó perdeu sua saúde, o respeito de sua esposa e ganhou a desconfiança de seus amigos, ainda assim Jó não se abateu, mas podemos ouvir-lhe a voz resignada dizendo: “Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.”

Prezado amigo, quem de nós agiria assim? Quem de nós conseguiria permanecer impassível em sua fé? Ah, somente o patriarca Jó! Somente esse homem, o ,ais paciente da terra, o homem de fé e de valores invejáveis. E por que agiu ele assim? Porque Jó conhecia a Deus. Conhecia o Seu poder, Sua força, Sua grandeza e acima de tudo Seu amor que nunca falha!

Jó não ouvira apenas falar de Deus. Ele conhecia a Deus pessoal e particularmente, pôr isso pode afirmar sem medo de se decepcionar: “Porque eu sei que o meu redentor vive, e que pôr fim se levantará sobre a terra.” Sua fé, sua confiança, prezado amigo, estava em Deus. Jó cria que Deus sabia o que era melhor para ele, e que lhe daria exatamente que lhe fosse o melhor. Daí porque ele pode visualizar o distante e remoto futuro e afirmar: “e depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deu. Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão.” (Jó 19:25-27)

Diante da incrível experiência de Jó, eu me pergunto: não é estranho, não causa até mesmo espanto nos céus, o fato se nós, seres tão vulneráveis, fiquemos a lutar sozinhos a maior parte do tempo?

Prezado amigo, se conhecemos a Deus particular e pessoalmente ser-nos-à a coisa mais comum irmos a Ele sempre, nos bons e nos maus dias.

Busquemos a Jesus, pois Ele está mais disposto a nos ajudar do que nós em pedir-lhe ajuda!

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