3 de abr de 2010

AS LAGRIMAS DE JESUS

LÁGRIMAS DE JESUS



Ilustração:

No ano 70 DC, os romanos, cansados das constantes rebeliões do povo judeu, resolveram destruir Jerusalém. Cercaram a cidade com seus poderosos exércitos, durante 3 anos.

Dentro de Jerusalém a cena era terrível. Homens, mulheres, anciãos e crianças clamavam pôr alimento. Já haviam roído o couro das sandálias e cinturões de couro. Já havam comido todos os seus animais, toda a grama, toda a vegetação. As mães mataram e comeram a seus próprios inocentes bebês.

Aqueles que movidos pela ânsia da fome, tentavam sair para fora dos muros da cidade, eram torturados e crucificados e ninguém havia nem mesmo para sepulta-los, e assim, seus corpos apodreciam ao ar livre. Que cena repugnante e assustadora era aquela: centenas de cruzes uma ao lado da outra, contornando todo o monte que dava acesso à cidade.

Depois de três anos desse cerco horrível, Tito, o general romano, e seus soldados, entraram na cidade que já não oferecia nenhuma resistência. Todos os judeus foram mortos, ninguém sobreviveu.

O historiador da época, Flávio Josefo, afirma que o sangue dos judeus corria pelas calçadas às enxurradas. Pôr que isto aconteceu? Por que desde então estão eles espalhados por todo mundo?
A resposta é óbvia: eles rejeitaram Àquele único que poderá salvá-los: Jesus!

A Bíblia relata três acontecimentos que provocaram choro em Jesus. Uma delas é diante da tumba de Lázaro. Jesus sabe que tem poder para ressuscitar a Lázaro, e o faz, mas chora ao pensar no porquê o homem tem que morrer: porque está afastado da fonte de toda a vida, que é Deus!

No Jardim do Getsêmani novamente vemos Jesus chorando em agonia. Ele está desesperado, pois sabe que a Sua hora chegou. A natureza humana recua ante a morte. Jesus era humano como você e eu e nós, Cristo não desejava morrer. Em Sua angústia Ele coloca nas mãos de Deus a Sua sorte: “se possível, passa de Mim este cálice, todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” (Mat. 26:39)

E a terceira vez em que vemos Jesus chorando, encontra-se em Lucas 19:41-44. É Domingo. Jesus pede a Seus discípulos que Lhe tragam um jumentinho. Assenta-se sobre o animal e o cavalga até Jerusalém. Uma enorme multidão feliz O segue. Eles têm em suas mãos ramos de palmeiras e as agitam ao ar. Alguns da multidão colocam suas capas no chão irregular para que o animal pise macio enquanto caminha.

Outros, jogam flores pôr onde Jesus passa. Crianças jogam pétalas de flores em Jesus. Enquanto O seguem, todos cantam alegremente: “hosana ao Filho de Davi; bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas! (Mat. 21:9)”.

De repente, à visão da cidade de Jerusalém se descortina de cima de um monte. Todos param para admirar mais uma vez sua orgulhosa e altiva cidade. Cheios de alegria, todos se quedam surpresos ao verem e ouvirem Jesus chorando.

Seus gemidos de dor caem nos ouvidos da multidão sem compreensão. Jesus exclama: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e tu não quiseste! (Mt. 23:37)

Prezado amigo, você sabe pôr que Jesus chorou? Ele chorou pôr Jerusalém. Era Domingo e na Sexta-feira seguinte, aquele mesmo povo que ora cantava hosanas ao Seu nome, iria clamar: “crucifica-O”. Mas Jesus não estava triste pôr Si.

Ele sabia que viera vivera como ser humano. Havia vivido de maneira irrepreensível, operara milagres e ensinara com poder, mas Seu trabalho chegara ao fim e ninguém O recebera, ninguém O aceitara como Salvador.

Jesus estava preste a morrer por Jerusalém e Sua morte não impediria a morte eterna deles, porque eles não O aceitaram.

Prezado amigo, você pode compreender o porque da dor e angústia de Jesus? Ele viu o futuro, aquela cena que lhe descrevemos no início. Ele viu os exércitos romanos, presenciou a morte e a destruição daquele povo a quem Ele viera salvar. Jesus viu ainda o futuro mais distante: viu Sua Segunda vinda, quando milhares não serão salvos, mas perecerão, porque igualmente O rejeitaram.

Como um último meio de despertar a nação para o que estava para acontecer, é que Jesus permitiu que os Seus simpatizantes O aclamassem, como faziam aos reis do passado. Mas os judeus O rejeitaram. Queriam-nO como Rei apenas para tirar proveito da situação, afinal, não poderia Ele prover-lhes alimento, curar-lhes de suas enfermidades? Porém o povo não O queria como Salvador e Senhor.

Prezado amigo, baseada nesta cena narrada nas Escrituras, posso afirmar que Jesus ainda chora. Chora toda a vez que O negamos, toda vez que não O aceitamos, toda a vez que O recusamos! Uma alma humana tem um valor infinito aos olhos divinos e só pode ser avaliada pelo preço pago pelo seu resgate. Só o calvário explica ao homem o quanto ele vale aos olhos de Deus! Temos nós reconhecido o quanto valemos para Jesus? Temos nos valorizado?

Se pudermos nos avaliar como Cristo nos avalia, se aceitarmos Seu sacrifício pôr nós, Cristo não irá chorar por você e por mim, mas poderá um dia, ao vir buscar os Seus salvos dizer-nos: “Vinde benditos de meu Pai!”

Que cada um de nossa possamos fazer a nossa escolha hoje!

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