29 de mar de 2010

NOSSA INFLUENCIA PARA O BEM

NOSSA INFLUÊNCIA PARA O BEM


Ilustração:


No ano de 1959, no deserto da Líbia, veio à tona a revelação de uma das catástrofes que penalizou o mundo todo. Um bombardeiro americano foi encontrado intacto nas areias do deserto. O rádio ainda estava em perfeitas condições de ser operado e havia potes selados cheios de água nas prateleiras do bombardeiro. Que teria acontecido a sua tripulação?


Dez meses mais tarde, encontraram-se os restos dos cinco tripulantes a cerca de 130 Km ao norte do bombardeiro. Junto deles encontraram um diário escrito pelo co-piloto contando uma história trágica de desespero, sede, calor inclemente e frio terrível.


Quando o avião se perdera e o combustível acabou, a tripulação saltou e conseguiu aterrissar no deserto às 2 horas da madrugada. No dia seguinte eles resolveram caminhar racionando a água a uma tampinha por dia para cada pessoa.


No quarto dia não conseguiam mais dormir. No quinto dia, uma tempestade de areia fez com que um deles ficasse cego. No sexto dia, três deles se separaram para buscar ajuda. No sétimo dia, dizia o diário, eles oravam pedindo ajuda. O próximo registro falava de dores por todo o corpo e falta de água. No último estava escrito apenas: “não há mais esperança. A noite está muito fria.”


Prezado amigo, que coisa terrível é estar perdido! Que coisa terrível é sentir-se só e certo de que não existe mais esperança!


Muitas pessoas hão de experimentar esse mesmo sentimento um dia em suas vidas, pois Jesus falando sobre a Sua vinda, em Mateus 25:31-46, descreveu um grande julgamento onde serão separados os bons dos maus, uns a Sua direita e outros à Sua esquerda. Jesus dirá então aos salvos: “Vinde benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”


Em seguida Jesus se voltará para os que estarão à Sua esquerda e exclamará: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno...” Que triste experiência não será para essa segunda classe de pessoas ouvir palavras tão severas de repreensão.


Mas por que Jesus receberá a alguns e a outros não?


A resposta é que o primeiro grupo, o dos salvos, é composto por aqueles que viveram uma vida semelhante à de Cristo. Viveram suas vidas aqui na terra, mas preocuparam-se com os pobres e necessitados. Eles puderam ver em cada enfermo, em cada prisioneiro, em cada sedento e faminto, alguém semelhante a Jesus, o seu próximo e por isso fizeram o que estava a seu alcance para ajudá-los. Levaram uma vida de utilidade, uma vida de serviço.


Por outro lado, o outro grupo, o dos perdidos, são aqueles que viveram sua vida sem se preocupar com o próximo.


A fome deles, não lhes dizia respeito. A enfermidade deles não era problema seu, se estavam encarcerados é porque o mereciam. Quem deveria resolver seus problemas, era a assistência social, o governo, as instituições de caridade, a igreja ou alguém com mais tempo ou dinheiro que eles. E por isso sentem-se aterrorizados ao ouvir estas reveladoras palavras de Jesus: “tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber...” “mas Senhor”, exclamam eles, os perdidos: “nunca O vimos antes, nunca estivemos em Tua presença. Onde estavas quando necessitavas de nós?”


Prezado amigo, tem você recebido a ajuda de Jesus em sua vida? Ele já não lhe acenou com mãozinhas pequenas quando você estava triste? Ele já não te abraçou ternamente com braços amigos quando você se sentia solitário? Ele já não lhe enxugou as lágrimas com seu lenço ou com seus dedos, quando essas mesmas lágrimas teimavam em continuar a escolher-lhe pelo rosto? Ele já não lhe preparou um chazinho quando doía tanto? Jesus já não veio a sua casa com passos apressados, quando você se sentia esquecido? Ele já não te enviou um bilhetinho com letras mau desenhadas quando você precisava de encorajamento? Você não ouviu suas palavras doces ao ouvido como um segredinho quando você queria sentir-se aceito no grupo?


Quem fez tudo isso? Foi Jesus na pessoa de Seus servos, aqueles que estarão do Seu lado direito, quando Jesus separará os Seus representantes dos demais.


Querido amigo, você pode perceber como a influência de um desses pequeninos atos pode levar alguém a aceitar a Jesus ou a enxergar a Deus? E em Mateus 5:16 temos a razão para assim agirmos: “assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”


O único objetivo do cristão para ajudar, para servir deve ser exatamente esse: para glorificar a Deus. Para levar pessoas a descobrirem que há um Deus nos céus que delas cuida!


Seja as mãos, os pés, os olhos e a boca de Jesus, pois Ele está sempre se preocupando em enviar um de Seus representantes aos que se encontram em dificuldades.

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