31 de mar de 2010

COMPROMISSO JAMAIS CUMPRIDOS

COMPROMISSOS JAMAIS CUMPRIDOS
“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem.” Lucas 23: 34-36.

Ilustração:
O dia 24 de agosto do ano de 79 d.C. começou como qualquer outro dia em Pompéia, na Itália. As donas-de-casa prepararam a refeição matinal para a sua família e foram ao mercado.
Os homens saíram para o trabalho enquanto as crianças brincavam nas ruas. Ninguém notou nada de estranho em relação ao monte Vesúvio que se erguia da planície, por quase 1500 m de altura, por trás da cidade.
À uma hora da tarde houve uma violenta explosão que sacudiu toda a cidade. As pessoas correram para as ruas. Aterrorizadas, elas viram uma nuvem escura, assemelhando-se a um pinheiro de tronco muito grosso, que se erguia para o céu e retornava para a cratera do vulcão.
Houve uma Segunda explosão, maior do que a primeira. Desta vez a nuvem escureceu todo o céu. Cinzas quentes começaram a cair dessa nuvem sobre a cidade. Em 24 horas, Pompéia ficou sepultada com seus 30 mil mortos, sob 20 metros de cinzas e pedras. Os poucos que sobreviveram para contar a história foram os que correram de Pompéia para o mar ao ouvirem a primeira explosão.
Prezado amigo, será que aqueles milhares de homens, mulheres, jovens, anciãos e crianças não tinham compromissos marcados para aquele fatídico dia?
Quem sabe aquele não seria o primeiro dia de trabalho para um jovem profissional que acabara de receber o seu diploma, e, portanto, todo orgulhoso tinha delineara muitos planos para a sua nova carreira!
Quem sabe aquele não seria o dia do casamento de uma linda jovem que amava ardentemente seu noivo e sonhava com um ninho de amor e de felicidade!
Quem sabe não seria aquele dia, o dia em que o chefe de família tinha um compromisso marcado com o patrão para a tão esperada promoção! Quantos planos não deveria ele ter esboçado, pensando em como poderia dar mais conforto à sua família! Talvez a dona-de-casa tinha marcado um horário no cabeleireiro, ou na manicura ou quem sabe na costureira, para experimentar sua roupa nova!
O vovô tinha um compromisso bancário – era o dia de buscar sua aposentadoria!
A vovó tinha um compromisso com seu filho que viria passar à tarde consigo, por isso mesmo, estava terminando de assar uns pãezinhos...
As crianças tinham seu compromisso com a escola ou quem sabe, aquele não seria o dia do jogo revanche contra a turma da rua de baixo?
Não importa se o compromisso era importante ou algo corriqueiro, ele jamais seria cumprido.
Prezado amigo, a súbita destruição que sobreveio a Pompéia nos dá um vislumbre de como será o fim do mundo. As pessoas estarão levando sua vida como de costume. Não há dúvida de que muitos compromissos terão sido marcados, encontros em teatros, cinemas, barzinhos, danceterias, cassinos e boates.
Em muitos lares o rádio e a TV estarão sintonizados em seus programas favoritos. Talvez até mesmo estes programas sejam interrompidos para um anúncio extraordinário, mais ou menos assim:
‘Um estranho objeto vindo do espaço exterior parece estar se dirigindo diretamente para o planeta terra. Vindo da direção da constelação do Órion, no fundo da parte oriental do céu. Parece ter nesse momento o tamanho da mão de um homem.’
Assustadas, as pessoas correrão para as ruas. Verão a nuvem aumentando até cobrir todo o céu. Verão então Jesus Cristo a quem rejeitaram, assentado sobre um trono, cercado por todos os anjos do céu. Procurarão um abrigo, mas não encontrarão nenhum. Os que não tem sido amigos de Cristo, serão destruídos pelo resplendor de Sua vinda.
Milhares de pessoas hoje vivem correndo de um lado para o outro. Tem sua agenda repleta de compromissos, mas não tem tempo para Deus. Serão exatamente essas pessoas, as que não suportarão ter um encontro com o Criador! Seus compromissos com amigos, compromissos de trabalhos, de jogos e outros mais, serão então jamais cumpridos. Enquanto que o compromisso jamais firmado com Deus se tornará uma realidade.
Prezado amigo, Jesus preocupou-se em alertar-nos a todos com as solenes palavras: “ E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem.” Lucas 21:34-36
Prezado amigo, marque um compromisso diário com Jesus, Ele nos convida dizendo: “Buscar-me-eis e me achareis, quando me buscares de todo o vosso coração.” Jeremias 29:13. Na agenda divina, Deus sempre tem tempo para ouvi-lo, já que você é a pessoa mais importante em todo o Universo, para Ele!
Ele deseja encontrar-se com você. Se você O buscar, esse compromisso jamais será adiado, e quando Cristo voltar você poderá ter uma entrevista com Ele, por toda a eternidade!

AMOR NAO RESPONDIDO

AMOR NÃO CORRESPONDIDO

Ilustração:
Conta-se que um médico famoso curou uma criancinha de uma doença muito grave. A mãe da criança era uma mulher simples, mas ficou tão grata pela cura da filha, que procurou o médico em sua residência para demonstrar-lhe seu reconhecimento. Com muita gentileza, falou-lhe:
-“Doutor, compreendo que há certos serviços que jamais poderão ser integralmente recompensados. O senhor salvou a minha filha. Não sei como expressar minha gratidão. Trouxe-lhe esta bolsa que eu mesma confeccionei para ofertar-lhe, como prova de minha eterna gratidão.”
O médico que esperava por seus honorários, respondeu friamente:
-“Madame, a medicina não é um assunto tão banal como a senhora julga. Pequenas lembranças não são suficientes para manter-nos.”
A pobre mulher, desconcertada, perguntou:
-“Doutor, então quais são os seus honorários?”
-“Quarenta libras”, foi a resposta lacônica do médico.
A mulher abriu a delicada bolsa bordada que levava e retirou da mesma, cinco notas de vinte libras; separou duas delas e as entregou ao médico, guardando as três notas na bolsa que havia oferecido à pouco. Com um gesto de cabeça, ela cumprimentou o avarento médico e amargurada regressou ao seu lar.
Assim, o médico perdeu sessenta libras, uma bolsa e uma amizade!
Prezado amigo, ao ouvir uma história como esta você não se sente indignado? Como o médico pode ser tão insensível com alguém que apenas queria demonstrar-lhe bondade, reconhecimento, gratidão e generosidade?
Ficamos felizes em pensar que sua avareza, grosseria e indelicadeza o fez perder sessenta livras que ele receberia se simplesmente aceitasse a bolsa com tudo o que ela continha...
Mas, espere, será que essa história não tem nada a ver conosco?
Quantas vezes oramos, repetindo como profissionais apenas algumas palavras bonitas, palavras até mesmo elegantes, mas sem pensarmos nelas, sem sentimento, mera formalidade!
E Deus, ao nos ver iniciando o diálogo, como aquela bondosa senhora, Se aproxima de nós com a ‘bolsa cheia’ de preciosas dádivas, contendo exatamente tudo aquilo que mais ansiamos, tudo aquilo que poderia nos tornar felizes, e tantas outras bênçãos que jamais ousamos expressar, e nós, simplesmente olhamos para Deus e dizemos: -“Tenho pressa, dê-me apenas aquilo que realmente me interessa.” Damos assim as costas ao Senhor e cremos que cumprimos o nosso dever.
De quantas bênçãos não temos sido privados por nossa pressa, nossa falta de verdadeira comunhão! Por que agimos assim? Certamente que todos nós somos pessoas ocupadas. Vivemos correndo contra o relógio, correndo contra o tempo. Mas você já reparou como sempre encontramos tempo para aquilo que é importante para nós? Os rapazes e moças apaixonados passam horas em companhia da pessoa amada, e sempre encontram algum tempo extra para novos encontros!
O estudante que tem um alvo elevado, um grande objetivo para a sua vida, despende horas e horas debruçado sobre cadernos e livros e sempre encontra mais tempo para estudar para as provas, fazer trabalhos, etc.
A dona de casa, apesar do fato de que o seu trabalho nunca se encerra, passa horas à frente da TV ou fazendo compras, conversando com amigas ou apenas vendo vitrines...
O chefe de família que nunca encontra tempo para a família encontra lugar em sua agenda apertada, para uma conversa com os amigos, uma partida de futebol ou uma pescaria.
É claro que nada há de mau em nenhuma destas atividades. O problema é que ‘onde estiver o nosso tesouro, aí estará o nosso coração.” Mateus 6: 21
Só temos tempo para aquilo que valorizamos.
Então por que temos tão pouco tempo para Deus? Talvez você pense: “isto não é para mim, porque vou aos cultos da igreja, aos ensaios, aos estudos bíblicos e até mesmo me envolvo em atividades de testemunho.”
Porém, quanto tempo passamos sozinhos com Deus? O maior problema hoje é que estamos tão ocupados fazendo as coisas para Jesus, que não temos tempo para Ele!
‘Que pensarão os anjos do céu, a respeito (nós) pobres e desamparados seres humanos, sujeitos à tentação, quando o coração de Deus, pleno de infinito amor, Se inclina anelante para nós, pronto para dar-nos mais do que sabemos pedir ou pensar, e contudo oramos tão pouco, e tão pouca fé exercemos!” CC, 80
Quando Cristo vier para buscar os Seus filhos, é possível que alguns daqueles que se julgam amigos dEle, não O reconheçam, porque estiveram tão ocupados, que não tiveram tempo para ouvir Sua voz!
Para estes, o Senhor dirá: “nunca vos conheci.” Mateus 7:23
Prezado amigo, tome tempo cada dia para estar com Jesus, como se fosse um longo período de namoro. Fale com Ele não através de orações formais. Permaneça quieto, reverente após a oração. DE um tempo para que Deus lhe responda! Leia Sua carta de amor escrita especialmente para você, essa carta é a Bíblia. Então, você estará recebendo muito mais do que apenas aquilo que você precisa, mas muito mais do que isso, receberá ainda a Jesus, a Pérola de grande preço!

30 de mar de 2010

ANDANDO EM SEUS PASSOS

ANDANDO EM SEUS PASSOS







“Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou.” I João 1:6






Ilustração:


Albert Schweitzer nasceu em 14 de janeiro de , e quando chegou aos 30 anos de idade era um médico reconhecido em toda a Inglaterra. Ele ocupava o cargo de diretor do Colégio São Tomás. Em toda a Europa não havia ninguém que melhor executasse as obras de Bach, além disso, era filósofo famoso, músico, escritor internacionalmente conhecido e pastor. Mas Albert Schweitzer não estava satisfeito.


Ele cria que um cristão deve imitar a Cristo, viver Sua vida e seguir os Seus passo. E para ele, seguir os passos de Jesus significava deixar a Europa e ir à África como médico missionário. E foi exatamente o que Albert fez. O Dr. Schweitzer passou mais de 50 anos em Lambarene, na África dando uma demonstração do amor de Cristo. Ele construiu um hospital e uma colônia para leprosos e prosseguiu humildemente em sua tarefa de andar nos passos de Jesus.


Quando já bem idoso. Morreu como vivera, de joelhos ao lado de sua cama orando com a Bíblia aberta procurando descobrir que mais poderia fazer por seu Mestre. Seu corpo foi então levado para a Inglaterra aonde recebeu honrarias, mas seu coração ficou enterrado junto àqueles que aprendera a amar.


Prezado amigo, você também tem a intenção de seguir os passos de Jesus? Se este é o seu desejo, certamente que você não precisará, como Albert Schweitzer, ir à distante África ou a algum outro lugar remoto. Mas você pode descobrir os passos de Jesus junto ao leito do enfermo, nos asilos, albergues para pobres, orfanatos, nos becos, favelas ou vielas de sua cidade, na praça ou mesmo na rua. Onde haja corações humanos em necessidade de consolo, ali deve estar um cristão.


No livro de Atos 11:26 lemos que na cidade de Antioquia os seguidores de Cristo foram pela primeira vez chamados de cristãos, e sabe por que? Porque suas palavras, suas ações, seus pensamentos, sua conversação, toda a sua vida refletia a Cristo. Diante desta verdade, não é estranho que algumas pessoas hoje ainda possam receber esse mesmo nome: o de cristãos quando não são em nada semelhantes a Cristo?


Os apóstolos viveram muito próximos de Cristo por aproximadamente três anos. Quando Cristo ascendeu aos céus, passaram a imitá-lO em tudo.


Gosto de seguir os passos do apóstolo Pedro no livro de Atos: no capítulo 2 ele cheio do Espírito Santo faz um sermão tão maravilhoso, que três mil almas são batizadas. No capítulo 3 Pedro cura um coxo que esmolava à porta do templo; e em seu novo discurso leva mais cinco mil pessoas a aceitarem a Jesus. No capítulo 4, ele é preso mas em seguida é solto e prossegue seu trabalho. No capítulo 5, o Espírito Santo a ajuda a desmascarar a Ananias e a sua esposa Safira que tentaram enganar a pequena igreja nascente.


Então lemos que todos os apóstolos começam a operar milagres. A sombra de Pedro cura enfermos, seus lenços e aventais são levados até os enfermos que tem sua saúde física restabelecida. O mais interessante nesses relatos é que tanto Pedro quanto os demais apóstolos operam maravilhas, pois estão imitando a Jesus, àquele que “andava fazendo o bem.”


Há muito a ser feito pelos cristãos ainda hoje, pois “tão certo como há um lugar no reino dos céus preparado para cada filho de Deus, há igualmente um lugar aqui na terra para cada um ajudar a preparar pessoas para esse reino.”


Quantas crianças estão a espera de pais adotivos ou de alguém que lhes estenda a mão para tirá-las das ruas, dos vícios, da vida vazia e sem sentido, proporcionando-lhes uma vida feliz, de utilidade e de dignidade.


Quanto idoso há, abandonado em seu próprio lar ou nos asilos. Sentem-se esquecidos, desamparados, não amados e até mesmo desprezados. Pessoas que deveriam receber todo o carinho, atenção e reconhecimento depois de ter deixado para trás de si uma vida de utilidade, por terem ido à frente abrindo caminhos. Necessitam de atenção, amor e companhia.


Enfermos lotam hospitais. Quantos deles necessitam mais do que medicamentos, mas de um gesto amigo, uma palavra bondosa, um olhar de simpatia para devolver-lhes a fé e a esperança.


Há presídios cheios de homens e mulheres que cometeram erros que não puderam ser perdoados como os nossos erros diários, e agora se sentem como refugos da sociedade, perderam a dignidade, desconhecem seu valor próprio. Necessitam de alguém que lhes conte acerca de Jesus, Aquele que já os perdoou, aquele que é o Advogado que nunca perdeu uma só causa, para que ganhem novas esperanças e aprendam a reorganizar seus objetivos para a vida.


Há jovens, rapazes e moças, mulheres e homens que perderam a dignidade e a buscam desesperadamente em vícios, drogas e prostituição. É necessário mostrar-lhes o quanto valem para Jesus – um preço incalculável, pois custaram o sangue precioso que um dia foi derramado no Calvário.


Prezado amigo, não quer você andar nos passos de Jesus imitando-Lhe o exemplo e trabalhando em favor destes e de muitos outros?


“Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” I João 1:6


Que você e eu aceitemos este desafio de andar nos passos de Jesus!





29 de mar de 2010

NOSSA INFLUENCIA PARA O BEM

NOSSA INFLUÊNCIA PARA O BEM


Ilustração:


No ano de 1959, no deserto da Líbia, veio à tona a revelação de uma das catástrofes que penalizou o mundo todo. Um bombardeiro americano foi encontrado intacto nas areias do deserto. O rádio ainda estava em perfeitas condições de ser operado e havia potes selados cheios de água nas prateleiras do bombardeiro. Que teria acontecido a sua tripulação?


Dez meses mais tarde, encontraram-se os restos dos cinco tripulantes a cerca de 130 Km ao norte do bombardeiro. Junto deles encontraram um diário escrito pelo co-piloto contando uma história trágica de desespero, sede, calor inclemente e frio terrível.


Quando o avião se perdera e o combustível acabou, a tripulação saltou e conseguiu aterrissar no deserto às 2 horas da madrugada. No dia seguinte eles resolveram caminhar racionando a água a uma tampinha por dia para cada pessoa.


No quarto dia não conseguiam mais dormir. No quinto dia, uma tempestade de areia fez com que um deles ficasse cego. No sexto dia, três deles se separaram para buscar ajuda. No sétimo dia, dizia o diário, eles oravam pedindo ajuda. O próximo registro falava de dores por todo o corpo e falta de água. No último estava escrito apenas: “não há mais esperança. A noite está muito fria.”


Prezado amigo, que coisa terrível é estar perdido! Que coisa terrível é sentir-se só e certo de que não existe mais esperança!


Muitas pessoas hão de experimentar esse mesmo sentimento um dia em suas vidas, pois Jesus falando sobre a Sua vinda, em Mateus 25:31-46, descreveu um grande julgamento onde serão separados os bons dos maus, uns a Sua direita e outros à Sua esquerda. Jesus dirá então aos salvos: “Vinde benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.”


Em seguida Jesus se voltará para os que estarão à Sua esquerda e exclamará: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno...” Que triste experiência não será para essa segunda classe de pessoas ouvir palavras tão severas de repreensão.


Mas por que Jesus receberá a alguns e a outros não?


A resposta é que o primeiro grupo, o dos salvos, é composto por aqueles que viveram uma vida semelhante à de Cristo. Viveram suas vidas aqui na terra, mas preocuparam-se com os pobres e necessitados. Eles puderam ver em cada enfermo, em cada prisioneiro, em cada sedento e faminto, alguém semelhante a Jesus, o seu próximo e por isso fizeram o que estava a seu alcance para ajudá-los. Levaram uma vida de utilidade, uma vida de serviço.


Por outro lado, o outro grupo, o dos perdidos, são aqueles que viveram sua vida sem se preocupar com o próximo.


A fome deles, não lhes dizia respeito. A enfermidade deles não era problema seu, se estavam encarcerados é porque o mereciam. Quem deveria resolver seus problemas, era a assistência social, o governo, as instituições de caridade, a igreja ou alguém com mais tempo ou dinheiro que eles. E por isso sentem-se aterrorizados ao ouvir estas reveladoras palavras de Jesus: “tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber...” “mas Senhor”, exclamam eles, os perdidos: “nunca O vimos antes, nunca estivemos em Tua presença. Onde estavas quando necessitavas de nós?”


Prezado amigo, tem você recebido a ajuda de Jesus em sua vida? Ele já não lhe acenou com mãozinhas pequenas quando você estava triste? Ele já não te abraçou ternamente com braços amigos quando você se sentia solitário? Ele já não lhe enxugou as lágrimas com seu lenço ou com seus dedos, quando essas mesmas lágrimas teimavam em continuar a escolher-lhe pelo rosto? Ele já não lhe preparou um chazinho quando doía tanto? Jesus já não veio a sua casa com passos apressados, quando você se sentia esquecido? Ele já não te enviou um bilhetinho com letras mau desenhadas quando você precisava de encorajamento? Você não ouviu suas palavras doces ao ouvido como um segredinho quando você queria sentir-se aceito no grupo?


Quem fez tudo isso? Foi Jesus na pessoa de Seus servos, aqueles que estarão do Seu lado direito, quando Jesus separará os Seus representantes dos demais.


Querido amigo, você pode perceber como a influência de um desses pequeninos atos pode levar alguém a aceitar a Jesus ou a enxergar a Deus? E em Mateus 5:16 temos a razão para assim agirmos: “assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.”


O único objetivo do cristão para ajudar, para servir deve ser exatamente esse: para glorificar a Deus. Para levar pessoas a descobrirem que há um Deus nos céus que delas cuida!


Seja as mãos, os pés, os olhos e a boca de Jesus, pois Ele está sempre se preocupando em enviar um de Seus representantes aos que se encontram em dificuldades.

26 de mar de 2010

O CAMINHO QUE VAI PARA O ALTO

O CAMINHO QUE VAI PARA O ALTO







Ilustração: Você sabia que a famosa torre Eiffel, em Paris, possui 1585 degraus até ao topo?


O topo, propriamente dito é inacessível aos turistas. Ali há um ponto onde o último rebite foi fixado a martelo, no dia 30 de março de 1889. No dia seguinte, 31 de março, as primeiras pessoas subiram a Torre. Cerca de 50 iniciaram a subida, mas apenas 20 chegaram ao topo permitido.


A bandeira da França foi hasteada, e uma salva de 21 tiros anunciou o final da obra: a Torre estava concluída!


Hoje é possível subir até ali de elevador e todos os turistas que vão a Torre Eiffel, preferem esse meio mais rápido e mais fácil.


Prezado amigo, você já reparou como todos nós sempre buscamos o caminho mais fácil e mais rápido? Mesmo nas questões espirituais isso tem acontecido. Alguns há, que buscam meios mais fáceis para se chegar aos céus. Preferem por exemplo, dar ofertas a instituições e esmolas aos pobres, que viver uma vida de submissão a vontade divina. Mas não existe ‘elevador’ para os céus.


Jesus falou sobre os dois caminhos: o largo e o estreito, em Mateus 7:13-14. Ele disse que o caminho largo é aquele em que muitos caminham por ele e por isso é largo. E porque é largo, muitos o preferem, uma vez que não precisam se esforçar para atingi-lo.


Por outro lado, o caminho estreito é estreito, porque poucos andam nele, e porque poucos por ele andam, continua estreito e torna-se muito mais difícil caminhar por ele.


É estranho que o ser humano opte pelo caminho fácil, uma vez que o sábio Salmão adverte em Prov. 13:15: “o caminho dos pérfidos é intransitável”. Não consideram eles que um dia se depararão com uma situação insustentável? Por exemplo: quem inicia no hábito do fumo, não pensa que o fim desse caminho poderá vir a ser um câncer? Ou quem inicia no hábito da bebida, não poderá acabar desenvolvendo uma cirrose? Porém a pessoa não atenta para o final do caminho. Ela quer apenas e tão somente viver o hoje.


Na vida espiritual, Deus espera que sejamos diferentes, originais. Que não sejamos repetitivos, seguindo o pecado como toda a gente o faz.


Deus espera que Seus filhos caminhem pelo caminho estreito que pode inicialmente parecer sem atrativos, penoso e desinteressante, mas que conduzirá finalmente ao lar eterno.Infelizmente, poucos aceitam o desafio divino. Mas esses têm sua vida totalmente diferente da maioria.


Moisés ousou caminhar sozinho pelo caminho estreito. Se Moisés não tivesse tomado essa decisão, quem abriria o Mar Vermelho? Quem operaria dez sinais e maravilhas através das dez pragas no Egito? Quem falaria à rocha e dela brotaria água no meio do deserto? Quem seria o homem mais manso da terra? Quem poderia permanecer na presença do Senhor por 40 dias no monte Sinai? Quem teria o privilégio de viver hoje nos céus?


Elias foi outro personagem bíblico que aceitou caminhar pelo caminho estreito e por ter tomado essa decisão, Deus igualmente pode operar grandiosamente através de sua vida. Se Elias não tivesse aceitado esse desafio, quem pelo poder de sua palavra faria com que houvesse uma seca de três anos e meio em todo o território de Israel? Quem seria alimentado diariamente por meio de corvos durante um período de seca e fome? Quem faria com que a farinha e o azeite na casa de uma viúva jamais se acabassem quem sabe por meses ou anos? Quem ressuscitaria um menino? Quem destruiria por sua palavra a dois capitães e a seus 50 soldados? Quem, com uma capa repartiria as águas do rio Jordão? Quem subiria ao céu numa carruagem de fogo sem ver a morte?


Prezados amigos, é por isso que Jesus nos convida hoje a aceitarmos o desafio de caminhar pelo caminho estreito. Os que caminham por esse caminho podem imaginar que estão sozinhos, pois a multidão preferirá o caminho descendente. Porém “a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” Prov. 4:18


“Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado.” I João 1:7


Prezado amigo, alguém disse que “o homem tem apenas dois rumos que pode escolher na vida: o ‘eu’ (sua própria vontade), ou Deus”.


Escolher sua própria vontade pode levá-lo a ser infeliz aqui nessa terra e a perder a vida eterna. Por outro lado, escolher a vontade divina significa ser um para conosco e portanto, não nega nada que não nos seja prejudicial ou que não nos possa acarretar algum mal.


Prezado amigo, não quer você ser original, caminhando não com a maioria, mas caminhando com os originais servos de Deus, tendo seus pecados purificados, até chegar aquele maravilhoso e brilhante dia, quando os céus se abrirão e você poderá continuar caminhando ao lado de Jesus, Aquele com quem você já tem andado aqui na terra, como o aconteceu a Moisés e a Elias?


Aceite esse convite, pois é Jesus quem o faz.

25 de mar de 2010

UM PLANO DE AMOR

                         UM PLANO DE AMOR

Texto: Lucas 15: 3-6



                             Ilustração:

Você já procurou contar as estrelas? Com sorte você poderá contar até 5119. Fotografias do firmamento feitas com modernos e gigantescos telescópios mostram milhões de estrelas onde o olho desarmado não vê mais do que uma única.

Só na constelação do Órion podemos contar a olho nu, trezentas estrelas. Entretanto, nas fotos tiradas com o telescópio gigante de 200 polegadas do Monte Palomar, podemos contar seis milhões!

O planeta terra está localizado na galáxia chamada Via Láctea. Você sabia que há mais ou menos 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia? Mas há muitas outras galáxias muitas maiores que a nossa.

Em que você pensa, prezado amigo, quando ouve dados astronômicos como esses?

Um dia Jesus contou uma parábola muito impressionante. Ele falou sobre algo aparentemente simples, mas que trazia em si uma grande e maravilhosa lição de amor.

Certamente que Seus ouvintes conseguiram apenas em parte, compreender o Ele realmente estava querendo ensinar-lhes.

A parábola a que estou me referindo é a do BOM PASTOR.

“Um homem,” disse Jesus, “tinha cem ovelhas”... 

Cem, é um número bastante expressivo, pois as famílias mais simples só podiam ter poucas ovelhas, quem sabe quatro ou cinco. Outros mais abastados possuíam algumas dezenas, mas cem é um número muito grande para os dias de Cristo.

Apesar de possuir muitas ovelhas, o homem cuidava delas com atenção e com muito interesse. Mas um dia, depois de ter levado seus animaizinhos para pastar, beber, exercitar e descansar, ao retornar para casa cansado, quem sabe, até mesmo ansioso para se deitar e dormir, percebe que está falando uma de suas ovelhas.

Ele poderia ter arrazoado: -“Que é uma apenas, entre cem ovelhas?”

Provavelmente essa ovelha perdida deveria ser uma das menorzinhas, uma bem pequenina, porque geralmente as ovelhinhas mais novas é que aventuravam distante do rebanho, ou se distraiam comendo à beira do caminho, não percebendo que o pastor já seguira o seu destino. Então ele poderia ter pensado: - “É uma ovelhinha teimosa”, ou “é uma ovelhinha pequena, não faz falta.”


Pensando em si mesmo e em seu conforto, ele poderia dizer: -“Amanhã eu irei procurá-la, hoje estou muito cansado. Acabou meu horário de trabalho.” Mas aquele era um Bom Pastor. Daquele tipo que “dá a sua vida”, que arrisca a sua segurança, que põe de lado o seu conforto, pensando na segurança e conforto de suas ovelhas.


Por isso ele saiu na calada da noite. Talvez com uma lanterna na mão. Imagino-o ora correndo, ora andando, chamando, gritando, se desesperando, enquanto repassava todo o caminho que fizera naquele dia, e até mesmo nos arredores do caminho, em sua busca apreensiva.


- “E se um animal selvagem já a encontrou?” Seus pensamentos o assustavam e o faziam correr mais e mais. Quem sabe não começava a nevar, a noite era escura e a neve tornava-a mais sombria ainda. Que seria se chegasse tarde demais? Estaria sua ovelhinha fria, congelada, já desfalecida?


Porém, finalmente depois de diligente procura, sua busca tem um final feliz! Ele ouve um balido. No início o som é distante, fraquinho... Mas o Pastor esquece o cansaço e veloz e persistentemente segue aquele som. Agora já pode enxergá-la. Ela está tremendo de frio, está ferida... Mas está viva!


Com quanta ternura Ele a toma em seus braços, a afaga, a aconchega em seu peito! Está finalmente salva!


Eu gosto da expressão de Lucas no verso 5: “E quando a encontra, põe-na sobre os ombros, gostoso.” Esta expressão ‘gostoso’ reflete os sentimentos do pastor de alegria, de gozo e de felicidade incontidas.


Mas o pastor faz mais ainda. Ao chegar a casa, não se sente mais cansado nem sonolento ou extenuado. Em sua explosão de contentamento, trabalha ainda mais arduamente preparando um banquete para comemorar com seus vizinhos e amigos, o fato, o milagre, de ter encontrado e ter trazido de volta para a casa sua ovelhinha perdida!


Prezado amigo, Deus tem todo o vasto universo com suas incontáveis estrelas, sóis, planetas e satélites. Mas um dia, Ele viu um único e pequenino planeta perdido: o planeta terra, o planetinha azul. E como o Bom Pastor, compadeceu-se desse.


Por isso deixou em segurança todos os demais seres amados, para vir resgatar o perdido! “Porque Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido.” (Lucas 19:10)


Cristo não desistiu de Sua busca ao saber quanto isso Lhe custaria. Mesmo não desconhecendo o sofrimento, a humilhação, o tratamento desumano de que seria alvo, considerou que a segurança de sua ovelhinha perdida Lhe era mais importante. Sua missão de salvamento incluía Sua morte, e morte de cruz. Porém nem mesmo isso O intimidou, não O fez sequer parar para pesar as vantagens e desvantagens, mesmo sabendo que poucos aceitariam ser salvos, ainda assim não desanimou. Afinal era sua ovelhinha, sua ovelhinha amada que corria perigo!


Prezado amigo, ao pensar sobre esse tema, o do amor incondicional de Deus, você não sente o seu amor por Cristo aumentar? Não sente desejo de ser-Lhe mais grato, de corresponder-Lhe o interesse, e de louvá-lO?


E quando você considera o fato de que Jesus passaria por tudo o que passou apenas por você, se você fosse o único perdido em nosso insignificante planeta?


Quanto valemos para o Salvador! Quanto Ele nos ama! Quanto nos quer junto de Si! E para ter-nos arquitetou o plano mais absurdo do Universo: um Ser santo, incontaminado, puro e sem maldade, morrer pelos impuros, os maus e ingratos pecadores. Mas esse plano não foi elaborado baseado na lógica humana, mas na lógica do coração de um Deus que ama.


“Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todos aquele que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo. 3:16)


O apóstolo Paulo pensando nessa demonstração de amor divino foi levado a exclamar: “O amor de Cristo nos constrange” (II Cor. 5:14)


A palavra ‘constrange’ significa ‘obriga’. Sim o amor de Cristo por mim me obriga a uma resposta. Qual será a minha resposta? Qual será a sua resposta?


Quantos queremos responder a Jesus: Eu aceito Senhor o Seu amor por mim? Quantos queremos como prova dessa aceitação ter uma vida de maior companheirismo com Ele? Quantos desejamos contar a outros que ainda não conhecem, essa maravilhosa história do amor?

22 de mar de 2010

SETIMA CERTEZA DO ARREBATAMENTO

A Sétima Certeza do Arrebatamento



"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1°Ts 4.13-18).






Sétima certeza: estar para sempre com o Senhor


(1°Ts 4.17-18).


1. Esta garantia: "...estaremos para sempre com o Senhor", é um consolo eterno acima de tudo o que é passageiro neste mundo... A partir desse momento, nada mais estará sujeito à morte para qualquer filho de Deus. Todas as tristezas do passado, todas as misérias e tentações, todas as perguntas, tudo será esquecido e respondido por este fato: "...estaremos para sempre com o Senhor." "Estaremos para sempre com o Senhor" significa que a Igreja estará sempre onde Jesus estiver; ela participará de toda a Sua riqueza divina. Então se cumprirá o que está escrito em Tito 2.13:






"Aguardando ansiosamente aquele tempo quando se verá a sua glória – a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo" (A Bíblia Viva).






2. Mas quem não tem Jesus cai num abismo insondável de desespero. Aquele que não tem Jesus perde a bendita e eterna esperança. Justamente nesta passagem da ressurreição e do arrebatamento, a Bíblia nos mostra que haverá pessoas que estarão dentro (1°Ts 4.16) e pessoas que estarão fora (v.12), que haverá pessoas cheias de esperança e pessoas sem esperança (v.13), pessoas que estarão para sempre com o Senhor e pessoas eternamente separadas dEle (v.17), pessoas consoladas e pessoas sem consolo (v.18). Aquele que não está em Cristo não tem nenhum relacionamento com Deus; tal pessoa está "fora", sem esperança, porque não tem lar. Uma pessoa sem Jesus ficará eternamente sem consolo e sem paz.






3. Como você pode ganhar o direito de morar na casa do Pai celestial, adquirir a esperança de "estar para sempre com o Senhor" e transmitir esse consolo também para outros? Decidindo-se por Jesus Cristo e por Sua obra de salvação consumada na cruz – também por você. Se você aceitar isso pela fé, 1°Tessalonicenses 4.14-18 realmente se cumprirá também em sua vida. Por isso, decida-se totalmente por Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo! A Palavra do Deus Eterno lhe diz em Jó 11.13 e 18: "Se dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus... Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança". (

SEXTA CERTEZA DO ARREBATAMENTO

A Sexta Certeza do Arrebatamento



"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1°Ts 4.13-18).






Sexta certeza: ressurreição e arrebatamento


(1° Ts 4.16-17).


1. Não se trata aqui de uma ressurreição geral. Somente os mortos em Cristo e os vivos em Cristo serão ressuscitados ou transformados. Todos os demais mortos permanecerão nas suas sepulturas até o dia do juízo final. O que é descrito aqui é uma ressurreição seletiva dentre os mortos e realmente diz respeito somente àqueles que estão em Cristo.


2. Em João 5.28-29 o Senhor mencionou duas diferentes ressurreições: "Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo." E quando Jesus desceu do monte com Seus discípulos depois da Sua transfiguração, Ele lhes disse algo que muito os admirou e que até então eles ainda não tinham ouvido. Trata-se de uma expressão totalmente nova em relação ao arrebatamento: "Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. Eles guardaram a recomendação, perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar dentre os mortos?" (Mc 9.9-10).


3. Jesus foi o primeiro que ressuscitou dentre os mortos (At 26.23; Cl 1.18; 1° Co 15.20). Também 1°Coríntios 15.23 fala disso: "Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda." Esta afirmação, em conexão com 1°Tessalonicences 4.16, explica que todos os que estão em Cristo ressuscitarão dentre os mortos. Esta é a chamada "primeira ressurreição" (Ap 20.5-6). As outras pessoas, as que não estavam em Jesus, que não pertenciam a Ele pela fé salvadora e, assim, não tinham um relacionamento pessoal com Ele, serão ressuscitadas mil anos mais tarde e então irão para o inferno (Ap 20.11-15).


4. Na primeira ressurreição/arrebatamento o Senhor Jesus deixará o Seu trono e, vindo do céu (da casa do Pai), aparecerá nos ares (1°Ts 4.17). Ele não virá de maneira visível sobre a terra, mas permanecerá na atmosfera superior. Os espíritos/almas dos que dormiram nEle O acompanharão, como provavelmente também o arcanjo Miguel. Então serão ressuscitados primeiro os corpos dos que morreram em Cristo. Logo a seguir, os corpos dos que ainda estiverem vivos serão transformados. Então a Igreja será arrebatada coletivamente ao encontro do Senhor nos ares, entre nuvens, e Ele levará Sua noiva para a casa do Pai. A Igreja terá então deixado seu lugar na terra e João 14.1-6 estará cumprido. Tudo isso naturalmente acontecerá numa fração de segundos (comp. 1°Co 15.51-53).

QUINTA CERTEZA DO ARREBATAMENTO

A Quinta Certeza do Arrebatamento



"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1°Ts 4.13-18).






Quinta certeza: a trombeta de Deus


(1ºTs 4.16). A trombeta de Deus aqui mencionada é a mesma de 1°Coríntios 15.52:






1. Por que ela é chamada de "última trombeta"? Porque então a dispensação da graça chegará ao fim. A dispensação da anunciação do Evangelho da graça começou com uma "trombeta" e terminará com uma trombeta. Por que ela começou com uma "trombeta"? Porque podemos dizer que a pregação do Evangelho "repercutiu", "ressoou" ou foi "trombeteada". Por exemplo, a frase: "Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor..." (1ºTs 1.8), significa literalmente: "porque vocês trombetearam a palavra do Senhor". Em Romanos 10.18 está escrito: "Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo."






2. A trombeta do Evangelho conclamando para a salvação em Jesus Cristo ressoou por quase dois mil anos. Em breve se ouvirá a última trombeta, o Evangelho deixará de ser pregado, a dispensação da graça chegará ao fim e a Igreja estará concluída, a sua plenitude terá sido alcançada. A Igreja será chamada para subir à casa do Pai.






3. Em que será que pensaram os tessalonicences, que em grande parte eram judeus, quando Paulo escreveu sobre a trombeta? O Apocalipse ainda não existia, portanto eles ainda não sabiam nada sobre as sete trombetas de juízo ali descritas. Por isso, certamente eles pensaram na trombeta da salvação de Números 10.2-10. Nesse trecho do Antigo Testamento são mencionadas duas trombetas que eram tocadas em certas ocasiões. A ordem de Deus dizia: "Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás; servir-te-ão para convocares a congregação e para a partida dos arraiais" (Nm 10.2). Por um lado, portanto, estas trombetas de prata eram tocadas para convocar, chamar, juntar e reunir, e por outro lado para levantar acampamento e partir. Isso não tem sentido profético? Convocação (chamamento) = pregação do Evangelho para vir a Jesus ("muitos são chamados..."), até que a plenitude estiver reunida. Partida = ressurreição/arrebatamento para a casa do Pai.






4. É interessante verificar que essas trombetas deviam ser confeccionadas de prata. Que prata era usada para essa finalidade? O siclo de prata do resgate [salvação] (Êx 30.12-13). Esses siclos eram dados como pagamento de resgate pela vida dos israelitas, para que não houvesse entre eles nenhuma praga. Isso também nos faz lembrar das 30 moedas de prata que foram pagas pela prisão do Senhor Jesus, que obteve a nossa salvação na cruz.






I. As diferentes maneiras de tocar as trombetas significavam, entre outras coisas, o seguinte:






a) Quando as duas trombetas eram tocadas de maneira normal, isso servia para o chamamento e ajuntamento de toda a congregação na porta da tenda da congregação (Nm 10.3) = um chamamento para salvação.






b) Quando as trombetas eram tocadas a rebate, fortemente, como "sinal de alarme", isso indicava a ordem para partir. O último toque da trombeta era o sinal para juntar os pertences e partir = uma maravilhosa ilustração do arrebatamento.






Agora ainda ressoa a trombeta do Evangelho para chamamento e ajuntamento. Mas quando for tocada a última trombeta de Deus como "sinal de alarme" para o arrebatamento, ao mesmo tempo isto será um sinal para o ajuntamento de Israel, porque então terá chegado o tempo do seu salvamento. É o que se conclui de Números 10.9: "Quando, na vossa terra, sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as trombetas a rebate, e perante o SENHOR, vosso Deus, haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos."






Depois do arrebatamento virá o opressor, o anticristo, mas o Senhor se lembrará de Israel e no final salvará o Seu povo. Isaías 27.12-13 anuncia isso de maneira muito bonita: "Naquele dia, em que o SENHOR debulhará o seu cereal desde o Eufrates até ao ribeiro do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um. Naquele dia, se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao SENHOR no monte santo de Jerusalém."






Pelos motivos já mencionados e os que vamos acrescentar, a trombeta de Deus para o arrebatamento, segundo o meu entendimento, não equivale às sete trombetas do Apocalipse (capítulos 8-11).






• A trombeta de Deus para o arrebatamento anuncia a conclusão da era da graça. Trata-se da trombeta da salvação. No seu som temos a salvação, o perdão e a vitória do Evangelho. Ela ressoa principalmente para a Igreja, mas também para Israel, no sentido de que então o remanescente será reunido.






• As trombetas tocadas pelos anjos em Apocalipse, entretanto, são todas trombetas de juízo sobre o mundo das nações que rejeitou a Cristo. Além disso, os vinte e quatro anciãos (a Igreja, veja Ap 4.9-11) já se encontram no céu por ocasião da sétima trombeta e anunciam a volta de Jesus e Seu reino (Ap 11.15-17ss).






• É muito interessante observar que outras traduções de 1°Tesalonisences 4.16, por exemplo a Edição Corrigida e Revisada, dizem: "...Porque o mesmo Senhor descerá do céu... com a trombeta de Deus...". Isto quer dizer que o próprio Senhor – como Sumo Sacerdote da Sua Igreja – tocará a trombeta, porque ela estará na Sua mão. Ele mesmo chamará os Seus para casa. Ele mesmo dará a ordem e o sinal para a retirada da Sua Igreja. Segundo o meu entendimento, isso também é o mais provável, pois a trombeta é chamada de "trombeta de Deus", e Jesus Cristo é Deus (Tt 2.13; 1 Jo 5.20). Por que não seria o Salvador que haveria de chamar os Seus salvos? Aliás, no Antigo Testamento apenas os sacerdotes podiam tocar as trombetas. E Jesus é o Sumo Sacerdote, não um anjo qualquer. As sete trombetas de juízo (Ap 8.6-9,12; 11.15) são empunhadas e tocadas por anjos. Por isso, deve haver uma diferença entre a trombeta do arrebatamento e as sete trombetas de juízo.

21 de mar de 2010

QUARTA CERTEZA DO ARREBATAMENTO

A Quarta Certeza Do Arrebatamento



"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1º Ts 4.13-18).






Quarta certeza: a voz do arcanjo






"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1°Ts 4.16).


1. A designação "arcanjo" se aplica a apenas um anjo na Bíblia, isto é, a Miguel: "Contudo, o arcanjo Miguel..." (Jd 9). Miguel significa "Quem é como Deus?" Este anjo é um dos mais importantes em hierarquia (Dn 10.13).


No tempo de Daniel, Miguel lutou contra um príncipe dos demônios no mundo celestial e veio ajudar Gabriel, para que este pudesse confirmar a Daniel que suas orações haviam sido atendidas (Dn 10.12-14 e 21).


2. Anteriormente este arcanjo também lutou com Satanás pelo corpo de Moisés: (Jd 9).


3. No final, Miguel e seus exércitos de anjos lutarão contra os exércitos de demônios de Satanás, os vencerão e lançarão sobre a terra para que não tenham mais acesso ao céu (Ap 12.7-9).


4. Por que se ouvirá a voz do arcanjo Miguel no momento do arrebatamento? Por que e para que ele levantará a sua voz – após a palavra de ordem do Senhor para o arrebatamento? A chave ou a resposta para isso está nas significativas palavras do anjo Gabriel ao judeu Daniel: (Dn 10.21). Este arcanjo intervém de modo especial em favor do povo de Israel: "Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo..." (Dn 12.1).


5. Devemos lembrar que no momento em que o Senhor Jesus Cristo der a ordem para a ressurreição e para o arrebatamento da Sua Igreja, a dispensação da graça terminará. Então o "corpo de Cristo" estará completo, então o Pentecoste em sentido inverso (a retirada do Espírito Santo) acontecerá e a Igreja será levada para o céu.


6. Depois disso será restabelecida novamente uma espécie de "situação do Antigo Testamento" – a conexão entre a 69ª e a 70ª semana de anos de Daniel. Lembremo-nos apenas do quinto selo e daqueles na Grande Tribulação (Ap 6.9-10). Quanto às condições típicas do Antigo Testamento durante a Grande Tribulação, lembremos também das duas testemunhas, que farão milagres, ferirão a terra com toda sorte de flagelos e farão sair fogo das suas bocas para devorar os inimigos (Ap 11.3-6; compare também Lc 9.54-55).


7. A Igreja de Jesus era um mistério, ela foi inserida por Deus entre a 69ª e a 70ª semana de anos de Daniel. Depois que ela for arrebatada, começará a 70ª semana de anos (ligada à 69ª semana) de Daniel 9. Enquanto a Igreja estiver na casa do Pai celestial, o mundo e Israel entrarão na Grande Tribulação. Assim, o povo judeu passará outra vez inteiramente para o centro da ação de Deus. Por isso o príncipe angélico de Israel entrará novamente em ação (como no caso de Daniel), e levantará a sua voz. Para quê? Em favor do povo de Israel: (Dn 12.1).


8. "Naquele tempo" significa: quando a Igreja tiver sido arrebatada, o anticristo tiver aparecido e a Grande Tribulação tiver começado, o arcanjo Miguel intervirá em favor do povo de Israel, pois então começará a salvação do remanescente de Israel: (Dn 12.2-4 e 10).


9. A voz do arcanjo em geral também é entendida como uma chamada coletiva de reunião e recolhimento dos santos do Antigo Testamento.


Atualmente muitos israelitas já chegaram ao conhecimento mais elevado que existe: eles creram em Jesus Cristo, o seu Messias! E o próprio Senhor acrescenta sempre mais judeus à Sua Igreja,


10. Mas, voltando à voz do arcanjo: podemos imaginar que Miguel acompanhará o Senhor quando Ele vier buscar a Sua Igreja. A Bíblia Viva diz: (1°Ts 4.16).


11. O arrebatamento da Igreja de Jesus (toda pessoa salva, seja judeu ou gentio, será retirada da terra) provocará um golpe repentino, dramático e inimaginável na história da humanidade que ficará para trás. Esse acontecimento revolucionário desencadeará uma série de outros acontecimentos subseqüentes. Queremos destacar um deles:






Em Israel irromperá um avivamento






Romanos 11.25 diz de maneira bem clara: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios (na Igreja de Jesus)." Quando a plenitude dos gentios (das nações) tiver entrado no "corpo de Cristo", ele será levado para o céu. Aí terminará o endurecimento de Israel, sua cegueira acabará.






Então muitos judeus chegarão ao saber de Daniel 12.4, entendendo que o Senhor Jesus é o seu Messias. É muito provável que nos dias após o arrebatamento milhares e milhares de judeus se converterão a Jesus, à semelhança do que aconteceu no começo da Igreja no livro de Atos. Então brotará e nascerá a semente do Evangelho espalhada oralmente e de forma impressa pelos judeus messiânicos, que nesse tempo também terão sido arrebatados. Os que ficarem para trás, familiares, amigos, colegas, etc., procurarão Bíblias, livros e outras publicações cristãs deixadas pelos arrebatados. Eles se lembrarão daquilo que leram e ouviram, de comentários bíblicos e pregações sobre a esperança pelo Messias. Essa esperança já germina atualmente no coração de muitos judeus.






Depois do arrebatamento aparecerão também os 144.000 selados de Israel (Ap 7.4-8) e as duas testemunhas (Ap 11.3ss). Cada vez mais judeus se converterão e levarão o Evangelho ao seu próprio povo e aos gentios. Nisto os judeus terão uma grande vantagem, pelo fato de terem sido espalhados por todo o mundo e dominarem muitas línguas diferentes.






Mas, para sermos exatos, devemos dizer também que nem todos os judeus se converterão. Muitos, especialmente os ligados ao governo, farão a aliança com o anticristo, isto é, com o líder romano [europeu] (Dn 9.26-27; Ap 13.1; Is 28.14-16). Quando fala desse tempo, também Daniel diz que muitos serão purificados (converter-se-ão), mas muitos permanecerão ímpios; que muitos entenderão, mas muitos outros não entenderão (Dn 12.10). Apenas um remanescente será salvo, como se vê claramente em outras passagens das Escrituras (por exemplo, em Rm 9.27; Ez 20.33-38). Mas atrás de todo esse remanescente crente se colocará o arcanjo Miguel como príncipe de Israel. No arrebatamento ele levantará a sua voz, porque terá chegado sua hora para agir em favor do remanescente de Israel.






Como vimos, em nossos dias muitos israelitas estão crendo no seu Messias, em Jesus Cristo. Será que o Senhor está preparando o Seu povo para o arrebatamento e a Grande Tribulação? Será que Ele o faz porque a hora já está muito adiantada?

TERCEIRA CERTEZA DO ARREBATAMENTO

A Terceira Certeza do Arrebatamento



"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1°Ts 4.13-18).






Terceira certeza: a palavra de ordem






1. "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1°Ts 4.16).


2. A Edição Revista e Corrigida diz: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro". Segundo meu entendimento, o próprio Senhor dará esta palavra de ordem, pois Ele é o Soberano a quem todos os exércitos celestiais obedecem. Isso é indicado nas seguintes passagens:






3. "Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão" (Jo 5.25).


4. Jesus, o Bom Pastor, também disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.27-28). Você já é uma ovelha do rebanho de Jesus? A resposta a essa pergunta tem importância decisiva em relação à eternidade. Você já tem um relacionamento pessoal com Jesus, por tê-lO recebido em sua vida (Jo 1;12)? Você pode dizer com certeza que é um filho de Deus? Se não o pode, pedimos que você dê esse passo decisivo ainda hoje!






5. Quando o Senhor Jesus ressuscitou a Lázaro, lemos que Ele clamou dando uma ordem: "...(Jesus) clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!" (Jo 11.43). Devemos imaginar o seguinte: no decorrer dos tempos, milhões de pessoas crentes no Senhor Jesus dormiram, ou seja, faleceram. Aí chega a hora do arrebatamento. O Senhor se levanta do Seu trono e clama: "Vem para fora!" Então as sepulturas se abrirão, e nenhum dos que foram comprados pelo Seu sangue ficará para trás. Não importa se seus corpos foram queimados, se morreram contaminados por radiação nuclear ou se estão nas profundezas dos mares – Ele é o Criador, Ele os ressuscitará e os conduzirá ao encontro de seus espíritos/almas.






6. No Salmo 33.9 está escrito acerca dEle, o Filho do Altíssimo: "Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir" (compare também Is 55.4).






7. Essa "palavra de ordem" do Senhor vem da linguagem militar. Ela é semelhante à voz de comando de um general que chama suas tropas para o combate. Por ocasião do arrebatamento, o General celestial dará ordem às tropas que lutam por Ele, que deveriam estar revestidas de toda a armadura espiritual (Ef 6.11ss), para que deixem o campo de batalha sobre a terra e venham com Ele para a Sua glória.

SEGUNDA CERTEZA DO ARREBATAMENTO

A Segunda Certeza do Arrebatamento



"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1°Ts 4.13-18).






Segunda certeza: o Senhor voltará pessoalmente






1. "Porquanto o Senhor mesmo... descerá dos céus..."(1°Ts 4.16).


2. A ressurreição/o arrebatamento será o momento em que o Senhor Jesus deixará Seu trono no céu e virá pessoalmente ao encontro da Sua Igreja a fim de levá-la para a casa do Pai. Assim como um noivo vai ao encontro da sua noiva, o Salvador virá ao encontro dos que comprou pelo Seu sangue e os conduzirá para Sua glória.






3. O Senhor não enviará um anjo ou qualquer outro emissário para fazer isso, Ele virá pessoalmente. Então se cumprirá literalmente a promessa de João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também." Assim como Ele em pessoa nos salvou e morreu na cruz por nós, Ele voltará pessoalmente para buscar-nos para Si, para que estejamos onde Ele está. Em inúmeras passagens do Novo Testamento somos conclamados a esperar a volta de Jesus a qualquer momento (por exemplo, em 1°Co 11.26; 1°Ts 1.10; Hb 10.37).





9 de mar de 2010

A Doutrina de Avatar





“Pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (O apóstolo Paulo – Romanos 1.25).


O filme "Avatar" (Estados Unidos, 2009) quase confirmou sua fama de arrasa-quarteirão. Após abocanhar o troféu de melhor filme temático e melhor direção no Globo de Ouro, não conseguiu levar o Oscar de melhor filme e nem de melhor direção para James Cameron. "Guerra ao Terror" foi o grande vencedor. Porém, como consolo, "Avatar" ganhou três estatuetas, todas de categorias técnicas. Assisti-o com minha esposa e o premiaria também com a estatueta de "Oscar de melhor filme esotérico de 2009"'.
“Avatar” destaca-se do ponto de vista tecnológico e esotérico.
O enredo
Um bom roteirista pode criar um filme para passar a mensagem que desejar, de forma explícita ou sutil. Qualquer narrativa pode enaltecer o bem ou o mal, fazer-nos beber água limpa ou podre e nos emocionar ao ponto de rirmos ou chorarmos.
“Avatar” é uma ficção científica inundada com água dos esgotos espirituais.
Em um planeta chamado Pandora, a anos-luz da Terra, existe uma substância chamada unobtainium que é de grande valor para os humanos que viajaram até lá para conquistá-la. No entanto, os nativos de Pandora, chamados de Na’vis,* são um obstáculo nessa conquista, pois um grupo deles está assentado em uma área exatamente sobre a maior reserva de unobtainium do planeta.
O malvado coronel Miles Quaritch (interpretado por Stephen Lang) deseja usar a força e eliminar logo os Na’vis. Já a boa cientista, doutora Grace Augustine (interpretada por Sigourney Weaver), acredita na diplomacia e que os humanos e Na’vis venham a ser amigos.
Os humanos criam, então, avatares Na’vis que se infiltram entre os nativos com o objetivo de convencê-los a saírem daquele local. Esses avatares são basicamente humanos em corpos de Na’vis.
O principal avatar é Jake Sully (interpretado por Sam Worthington), que tem sucesso em se infiltrar, mas acaba sendo seduzido pela maneira de viver dos Na’vis, apaixona-se por uma Na’vi, vira a casaca e passa a lutar com os nativos contra os abomináveis humanos. Isso me fez lembrar um pouco da trama do “O Último Samurai”.
Os Na’vis amam a natureza, adoram a deusa Eywa (que é uma força espiritual que mantém o equilíbrio da natureza) e são conectados a ela através de uma espécie de sonda que sai da parte posterior de suas cabeças, como se fossem longas tranças dos seus cabelos.
A inevitável batalha final é ganha pelos Na’vis e, graças à deusa Eywa, Jake Sully tem um novo nascimento e passa a ser não mais um avatar-na’vi, mas um Na’vi de verdade.
A narrativa do filme foi de certa forma pobre em conteúdo para quase três horas de duração. O que salta aos olhos é o espetáculo de tecnologia e esoterismo.
A tecnologia de Avatar


O diretor James Cameron superou todas as expectativas, ao esperar mais de dez anos para produzir “Avatar”. Pois, quando idealizou essa película, ainda não existia tecnologia suficiente para produzi-la.
Cerca de 70% do filme foi gerado em computador, mas não parece. Criado especificamente para ser assistido em 3D, “Avatar” vem à tona com cores vivas e as imagens do planeta Pandora parecem ser bastante reais. Muitas das cenas onde os humanos interagem com as criaturas de Pandora foram gravadas em frente a uma tela verde, mas com tamanha precisão que confesso, com algumas exceções, não consegui distinguir visualmente o real do irreal.
A propósito, realidade neste filme é outra coisa. Se o leitor está procurando o mundo real, é melhor ler a Bíblia.
A doutrinação do filme Avatar


Se a película “Avatar” foi pobre em diálogos, o mesmo não pode ser dito sobre sua visão de mundo esotérica.
Neste artigo quero salientar apenas dois aspectos. Uma análise mais abrangente será feita no livro “Ah! Deliciosos Filmes Anticristãos – Volume 4”.


1) A popularização da palavra “avatar”
Para qualquer cristão que estuda esoterismo, sempre que se depara com a palavra “avatar”, uma luz vermelha se acende na mente.
A Bíblia nada fala sobre “avatar”, porém citações sobre avatares (ou avataras) aparecem na Bhagavad-Gita, que é o mais popular livro do hinduísmo. A Bhagavad-Gita esclarece: “Há várias espécies de avataras [...] mas o Senhor Krishna é o Senhor primordial, a fonte de todos os avataras”.
Originalmente, a palavra “avatar” vem do indiano antigo, chamado sânscrito, e no hinduísmo significa “o Deus que desceu do Céu para a Terra”: seria a “aparição” ou “manifestação” ou “encarnação” de um deus na Terra. Por exemplo, o deus hinduísta Vishnu diz ter inúmeros avatares.


A propósito, a cor azul clara dos Na’vis me lembrou de Krishna.
Um outro significado para a palavra “avatar” tornou-se popular com o advento de jogos na internet. Cada participante cria o seu próprio “avatar”, dotando-o das características que achar necessário. São corpos virtuais criados pelos jogadores. Além disso, a companhia Nintendo tem uma linha de videogames intitulada “Avatar”. O “Avatar” do diretor James Cameron cai nesta definição de uma criatura produzida para ser manuseada com fins específicos, como nos jogos dos internautas.
Os avatares de Cameron são entidades biológicas idênticas aos Na’vis, mas com algum DNA humano.


2) A popularização do monismo e do panteísmo


Numa cena de “Avatar” ficamos sabendo que o planeta Terra já foi tão verde quanto o planeta Pandora, mas que os humanos tinham devastado tudo.
A mensagem do filme resume-se à luta do povo bom e espiritual da floresta (os Na’vis) contra os terríveis e abomináveis humanos. A palavra Na’vi lembra foneticamente a palavra inglesa “naive” que quer dizer “ingênuo”. “Avatar” é a luta dos supostamente ingênuos contra os humanos perversos.
Ao término, ficamos satisfeitos com a morte do Coronel Quaritch e com a destruição do seu exército. Os humanos que sobreviveram foram enviados de volta ao já moribundo planeta Terra para lá morrerem. Torcemos contra os humanos. Que maravilha!
O tema do filme é claro: “Louve a natureza e seja um com ela!”. Este longa-metragem nos ensinou que os humanos já destruíram a natureza do planeta Terra e estão destruindo o meio-ambiente de outros planetas, perdendo a oportunidade de conhecerem a visão espiritual de serem um com todas as criaturas.
Aprendemos também neste filme que todas as coisas criadas têm um espírito e que todas as coisas vivas estão interconectadas entre si e com a “mãe deusa Eywa”. Isso me trouxe à memória o desenho animado “Pocahontas”.
Uma das fortes cenas onde essa mensagem é transmitida ocorre quando todos os Na’vis estão sentados no chão, conectados a ele com suas tranças-sondas, balançam, como uma dança, recitando um cântico que mais parece um mantra à deusa Eywa.
Imagine só? A cientista Grace Augustine chegou a descobrir que todas as árvores da floresta de Pandora têm conexões eletro-químicas entre elas e que juntas formam uma grande rede elétrica igual às sinapses do nosso cérebro. É uma pseudo-ciência tentando justificar de forma racional a doutrina esotérica do “monismo-panteístico”.
Monismo (do grego mono, “um”), é uma visão de mundo que assegura que toda a realidade, tanto a material quanto a espiritual, é concebida como um todo unificado. Em última análise, não existem distinções reais entre as coisas. Popularmente falando: “Tudo é um, um é tudo”.
Panteísmo (do grego pan, “tudo”, e theos, “deus”) é uma visão de mundo que identifica todas as coisas com Deus e Deus com todas as coisas. Todas as coisas são partes de Deus e, portanto, divinas. Não existe uma pessoa ou qualquer coisa que esteja separada ou distinta de Deus. Popularmente falando: “Deus é tudo, tudo é Deus”.
Quando unimos as definições de monismo e panteísmo, teremos a principal doutrina do Movimento da Nova Era (The New Age): o monismo-panteístico. Popularmente falando: “Tudo é Um, Um é Tudo, Tudo é Deus”.


O monismo-panteístico é o dogma principal do filme “Avatar”.


Então, a “salvação” dos Na’vis é um estado de consciência iluminado onde a pessoa descobre que é um com todas as coisas (monismo). Dando esse primeiro passo, a pessoa também descobre que ela é um com Deus e que pode participar desta vida divina sem a necessidade de um mediador entre Deus e ela. Pois, todas as coisas são divinas (panteísmo) e não há razão para aceitar a obra redentora de Jesus Cristo.
Já do ponto de vista cristão, existe uma total separação entre o Deus puro e Suas criaturas impuras. O pecado separou as pessoas de Deus e o acesso do indivíduo a essa reconciliação com o Deus Pai só acontece quando ele é lavado pelo sangue redentor de Jesus Cristo (o nosso Mediador).
“O homem igual a Deus” é a velha mentira do Jardim do Éden: “sereis iguais a Deus”, com a qual a Serpente seduziu Eva. Costumo dizer que o fruto que Eva comeu foi a maior cachaça que a humanidade já tomou. No Éden, o ser humano caiu neste conto e passou a viver espiritualmente tonto, desnorteado, tateando no escuro, até os dias de hoje. “Avatar” nos oferece esse mesmo pileque.
Conclusão – um “blockbuster” esotérico


“Avatar” é um incrível blockbuster para superar todos os outros blockbusters. Vem batendo todos os recordes de arrecadação financeira e caminha a passos largos para ser o filme mais assistido de todos os tempos.
“Avatar” nos trouxe a má e caduca notícia da “divindade interior” e vem iludindo milhões de pessoas que lotam os cinemas por este mundo afora.
Sim, com certeza temos tratado muito mal o meio-ambiente e estamos pagando caro por isso. Mas, existe uma boa notícia que os humanos não contaram aos Na’vis, e esta é que tudo isso é conseqüência do nosso pecado e que Deus já pagou a nossa dívida na cruz ao enviar o Seu Filho Jesus Cristo para morrer por nós. Tudo que temos de fazer é reconhecer nossa podridão e deixar-nos lavar pelo sangue do Cordeiro de Deus.
“O homem sendo um com Deus”, que enganação! “Que perversidade a vossa! Como o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe” (Isaías 29.16).
Quem somos nós para questionarmos a Deus? “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” (Romanos 9.20).
A frase mais repetida na noite da entrega do Oscar foi “... and the winner is...” (“... e o vencedor é...”). Gostaria de repeti-la mais uma vez nesta minha fictícia entrega do “Oscar de melhor filme esotérico de 2009”: “E o vencedor é AVATAR!”. (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)