31 de jan de 2010

AS 4 VOZES DA QUEDA DA BABILÔNIA

         As 4 vozes da queda da Babilônia - Ap 18

                                                 INTRODUÇÃO

A Babilônia é mais um símbolo do que um lugar. Babilônia pode se referir à babilônia dos tempos de Babel, à Babilônia de Nabucodonosor, a senhora do mundo: a Roma dos Césares, a Roma dos papas e a todos os impérios do mundo que se levantam contra Deus e sua igreja.
Babilônia aqui é um símbolo da rebelião humana contra Deus. É o sistema do mundo que se opõe contra Deus. No capítulo 17, Babilônia era a grande meretriz, a religião apóstata. No Capítulo 18, a Babilônia é o mundo, a cidade da luxúria, a morada dos demônios. Um fato interessante, é que Pedro tenha usado a designação Babilônia como um “codinome” para Roma ao escrever sua primeira epístola (1 Pe 5.13).
João ouve quatro vozes fazerem quatro proclamações importantes, como veremos a seguir:


1) a voz da condenação (Ap 18.1-3)
A queda da Babilônia é um fato consumado nos decretos de Deus (18.2). Neste texto encontramos uma referência clara a Jeremias 51 e 52, em que o profeta vê a queda da Babilônia histórica. Mas nesta passagem, João vê a destruição da Babilônia espiritual, o sistema do mundo organizado pela “besta”.
A exclamação “Caiu! Caiu...” não apenas acrescenta dramaticidade à proclamação como também indica julgamento duplo: da Babilônia eclesiástica, a “meretriz”, em Apocalipse 17, e da Babilônia política, em Apocalipse 18. Essa idéia é reforçada por Apocalipse 18.6, quando Deus anuncia que a Babilônia receberá “em dobro” por seus muitos pecados.
A igreja, a noiva do Cordeiro, é a “habitação de Deus” (Ef. 2.22); a Babilônia, por outro lado, é habitação de Satanás (Ap 18.2). Esse julgamento sobreveio porque o “sistema” babilônico corrompeu o mundo todo. Como no julgamento da “meretriz”, o pecado é de prostituição ou idolatria. O sistema inebriava as pessoas com todas as riquezas e prazeres que tinha para oferecer.


2) a voz da separação (Ap 18.4-8)
A ordem de Deus é para sua Igreja sair desse sistema do mundo (18.4). Em todas as épocas, o verdadeiro povo de Deus teve de se separar daquilo que é mundano e contrário a Deus. Quando Deus chamou Abraão, ordenou que ele saísse de sua terra (Gn 12.1). A igreja de Deus deve se separar de tudo o que é pecaminoso (Rm 16.17,18; 2 Co 6.14 – 7.1).
Esse êxodo ou sair não é geográfico, assim como essa Babilônia não é geográfica. Nós estamos no mundo (sistema), mas não somos do mundo. Sair da Babilônia significa não participar de seus pecados, não ser enganado por suas tentações e seduções.
João apresenta dois motivos pelos quais o povo de Deus deve separar-se do sistema diabólico. O primeiro é evitar a contaminação, tornando-se “cúmplices em seus pecados” (Ap 18.4). “Não ter tornes cúmplice de pecados de outrem” (1 Tm 5.22). O termo “cúmplice” significa “unido em comunhão ou parceria”.
O segundo motivo é para que o povo de Deus seja poupado das pragas terríveis que ele enviará sobre a Babilônia; Deus suportou com paciência os pecados cada vez maiores do sistema perverso, mas agora é chegada a hora de ele derramar sua ira. Deus tratará Babilônia como ela tratou o povo de Deus.


3) a voz da lamentação (Ap 18.9-19)
Esta seção longa descreve o lamento dos comerciantes ao verem a Babilônia transformar-se em fumaça e toda a sua riqueza se destruída. É a imagem de uma cidade próspera da Antiguidade, onde aportavam muitos navios. A riqueza da vida provê para muitas nações e gera inúmeros empregos.
Vale observar que o lamento pela queda da Babilônia vem não apenas dos comerciantes (Ap 18.11), mas também dos reis da terra (Ap 18.9). Os negócios e o governo encontram-se de tal modo entretecidos que ambos são afetados pelas mesmas coisas.
Neste texto vemos pelo menos 2 lamentos:
3.1) o lamento dos reis da terra e dos homens poderosos (Ap 18.9-10)
Esses reis são os políticos e aqueles que se renderam às tentações da Babilônia e desfrutaram de seus deleites. Babilônia ou Roma aqui é vista como o sistema político que se associou com o mundo. Os políticos, governados pela luxuria, ganância e poder vão ficar amedrontados quando esse sistema entrar em colapso e vão chorar e lamentar em alta voz.


3.2) o lamento dos mercadores (Ap 18.11-16)
Os mercadores aqui são os empresários, negociantes e todos aqueles que têm colocado o coração nas mercadorias e deleites do mundo. Eles choram porque de repente suas mercadorias vão ficar sem valor (Lc 12.16-21). De repente tudo aquilo que lhes proporcionava prazer vai desaparecer. Aquilo em que confiavam e que tinham prazer não vai poder salvá-los.
Digno de nota é que esses mercadores também negociavam “escravos e almas humanas” (Ap 18.13). Os estudiosos calculam que havia 60 milhões de escravos por todo o império. Estas pessoas eram tratadas como verdadeiros objetos: compradas, vendidas, usadas e maltratadas. Será que no fim dos tempos, haverá uma volta à pratica das escravatura? Talvez não no sentido antigo, mas sem dúvida pode observar que, cada vez mais, as pessoas estão perdendo sua liberdade no mundo pós-moderno. Pessoas são “compradas e vendidas” (ou mesmo trocadas!) por clubes esportivos, enquanto milhões de pessoas morrem de fome todos os dias.


4) a voz da celebração (Ap 18.20-24)
Contrastando com o lamento dos reis e comerciantes, há o regozijo dos habitantes do céu com a destruição da Babilônia. É fundamental o povo de Deus analisar os acontecimentos do ponto de vista divino. Na verdade, as Escrituras ordenam que nos alegremos com a destruição da Babilônia, pois nesse julgamento Deus vindicará seus servos martirizados (Ap 6.9-11).
Não se deve imaginar que essa voz de celebração seja um convite para nos alegrarmos com o julgamento dos pecadores. O julgamento divino deve sempre quebrantar nossos corações, pois os pecadores perdidos estão condenados ao castigo eterno. A alegria, nessa passagem, gira em torno do julgamento reto de Deus, do fato que se fez justiça.
A Babilônia torna-se o lugar onde todas as coisas boas estarão ausentes (Ap 18.22-23). Lá não haverá música: lá só se ouve voz de lamento, e não voz de harpistas. Lá não tem arte criadora, pois não há artífice. Lá não há suprimento, pois os moinhos não moem mais. No passado, Babilônia era o mercado do mundo. Agora está tudo deserto. Lá não há luz, pois as trevas são um símbolo da efusão final da ira de Deus. Deus é Luz. Sua Palavra é luz. Nós devemos andar na luz. Portanto saiamos de Babilônia!Pense nesta pergunta importante: “Somos cidadãos da Babilônia ou da Nova Jerusalém”? O seu nome está escrito no céu? Se sua resposta é não, esta é a hora de você crer em Jesus Cristo, “sair da Babilônia” e passar a fazer parte da família de Deus.





27 de jan de 2010

BIBLIA DE ESTUDO DAKE CONTROVÉRSIA DE HERESIA

                  No dia 21 de setembro de 2009, foi lançada a famosa bíblia dos teólogos da prosperidade. A bíblia de estudo DAKE. O que chama atenção foi que essa Bíblia com comentários e estudos heréticos foi lançada pela CPAD.

Todos comentam a tamanha incoerência dos gestores da nossa querida Editora a CPAD. Pois não podemos misturar o profano com o sagrado, não há comunhão entre luz e trevas, não podemos andar unidos a quem não está de acordo conosco. No livro do Pr Hank Hanegraaff “Cristianismo em Crise” também editado pela CPAD ele alerta sobre essa Bíblia e denuncia seus estudos e comentários heréticos e profanos.

Veja algumas das heresias de Dake:
1) A Teoria da Gap
2) Os Gigantes eram crianças filhos de anjos com mulheres
3) As raças não devem se misturar
4) Raça de pessoas na era pré-adâmica na Terra
5) Os demônios não são anjos caídos
6) Deus Pai, Filho e Espírito Santo, todos têm os seus próprios corpos, almas e espíritos
7) Que os céus e os planetas são habitados
8) Que não só Jesus tem uma primeira e segunda vinda. Mas o pai também tem uma primeira e segunda vinda.
9) Que quando Jesus retornar ao Pai estará vindo com Jesus ...
10) O rei Davi será ressuscitado para a regra do Milênio. Jesus não vai ser o Rei de Israel ...
11) A Grande Tribulação não será para todo mundo.
12) A Igreja não é a Noiva de Cristo
13) Há uma diferença entre o Reino dos Céus e o Reino de Deus ...
14) Saul não foi o primeiro rei de Israel, Moisés é que foi ...
15) Satanás não entra em corpo de qualquer um ... (o que aconteceu com Judas?)
16) Há outros reinos em outros planetas
17) Esta Terra será renovada. A Nova Terra é uma Terra renovada.
18) Não há nenhuma filiação eterna de Jesus Cristo. Jesus já era eterno como a palavra. A filiação não era nada mais do que a humanidade de Jesus.
19) Satanás e seus anjos vão morar visivelmente com homens durante o período da Grande Tribulação.
20) O varão em Apocalipse não é Jesus, são os judeus 144.000 ressuscitado para o céu.
21) Houve um dilúvio de Noé pior do que era antes de Adão. Foi o dilúvio de Lúcifer, que destruiu a primeira criação. Assim, Deus em Gênesis 1:2 teve de recriar a Terra...

Isso são só algumas das heresias que contem a Bíblia de estudo Dake
veja mais aqui.

Segundo comunica o Pr Silas Daniel, que é Editor Chefe do Departamento de Jornalismo da CPAD, autor do livro A Sedução das Novas Teologias" os erros doutrinários foram retirados. O que deixa ainda mais controverso essa polêmica da Bíblia Dake.

ERROS DE FINIS JENNINGS DAKE (1902-1987)

Os erros de Finis Jennings Dake (1902-1987) não são meras questões secundárias, mas sim expressões de heresias perniciosas para o Corpo de Cristo. Aliás, a “Confissão Positiva” de Finis Dake é o maior mal da igreja evangélica no século XX.
- “Ah, existem muitas coisas boas nos escritos de Dake”. Podemos dizer o mesmo de Kenneth Hagin. Agora, vamos propagar Hagin? Jamais! Apesar das boas coisas, os modismos e heresias são perniciosos.
- As confusões de Dake com um assunto tão delicado como a Trindade, fez dela uma pessoa despreparada para escrever uma obra de ensino. Seus ensinos transparecem tantos enganos, que os toques de verdade acabam conduzindo para o erro. Assim como escreveu o teólogo pentecostal norte-americano Joseph Chambers:
A Bíblia de Estudo Dake é, sem dúvida, repleta de comentários questionáveis. Não é o material de leitura para jovens, novos convertidos ou ministros cristãos sem discernimento. Tem verdade apenas o suficiente para fazer o seu erro parece plausível e convincente. Ele certamente tem convencido uma série de pentecostais e neopentecostais contemporâneos. Ninguém diria que ele é singularmente responsável pela confusão teológica que estas igrejas estão cheias, mas nem ele deveria ser perdoado por sua parte. Muitas vezes, quando uma figura como Dake está morto, seu ensino se torna ainda mais poderoso e aceito. Homens e mulheres piedosos devem retornar para a simples Palavra de Deus de se desprender de figuras populares para fazer sua interpretação da verdade. A Bíblia irá interpretar a si mesmo se você: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. (II Timóteo 2.15).
- Uma obra fraca, cheia de erros doutrinários e de um simplismo absurdo... Ora, para que publicar tal Bíblia de Estudo quando existem tantos livros bons para serem publicados? Ora, posso indicar uma extensa lista de livros ótimos em inglês, de autores pentecostais, que ainda não foram publicados no Brasil, como The Charismatic Theology of St. Luke de Roger Stronstad. Por que perder tempo com essa péssima peça da literatura evangélica? Era melhor publicar Roger Stronstad, Gordon D. Fee, Donald Gee etc. Bons teólogos pentecostais que se adéquam e aperfeiçoam a teologia assembleiana.
- Finnis Dake era um especulador de primeira, fazendo conjecturas absurdas. Na versão original em inglês ele afirmou que Deus tem um corpo e mora no céu, que é um planeta físico: "A Bíblia declara que Deus tem um corpo, uma forma... e todas as outras coisas que constituem um ser ou uma pessoa como corpo, alma e espírito.. Heaven (em si é um planeta material com cidades, palácios, mobiliário, habitantes, condições de vida, etc.). " (Dake's Reference Bible: New Testament, 280). Ora, uma mente tão fértil como essa serve como um mestre da Palavra?
- Por último. A editora deveria tomar mais cuidado com parcerias. Ora, a CPAD com Editora Atos? A editora do pastor Gary Haynes é um exemplo de divulgadora de modismos nesse país, tais como “batalha espiritual” no estilo Neuza Itioka e a chamada “adoração extravagante”. Sugiro uma parceria com a Editora Vida Nova, pois essa ainda desfruta de credibilidade.
Algumas observações
Nesse texto não quero sugerir que exemplares da Bíblia de Estudo Dake sejam retiradas do mercado. Tudo isso não ajuda, mas alimenta ainda mais a confusão. O que quero discutir aqui nesse espaço o porquê do erro ao publicar uma obra como essa. E como lido acima, grande foi o equívoco de publicar a referida Bíblia de Estudo pela CPAD.
Ora, também não estou defendendo um Index Librorum Prohibitorum, ou seja, uma lista de livros proibidos. Creio que cada crente deve cultivar o discernimento, e ser capaz de ler qualquer coisa. Agora, o erro é uma editora dedicar tempo e dinheiro em uma obra tão desnecessária. Ninguém está proibido de ler Dake. Agora, não deveríamos recomendar Dake. A Bíblia de Estudo Dake só serve para a cabeceira da cama de Benny Hinn.
Nesse artigo não estou alimentando nenhuma “teoria da conspiração”, como se a editora publicasse uma obra herética com motivos escusos. Creio que foi um grande vacilo, mas com boas intenções. Agora, de boas intenções... A editora descuidou, e acabou publicando uma obra que não deveria. A melhor saída é parar com propagandas e não imprimir novas edições. Assim a CPAD manterá sua imagem de cuidadosa com a ortodoxia. E resgatando assim a imagem de uma editora que está a caminho de uma maior consolidação teológica. Em entrevista para o Blog Teologia Pentecostal, o Dr. Paulo Romeiro falou: “É bom lembrar que a CPAD tem publicado, nos últimos anos, excelentes obras por excelentes autores, respeitados também pelos irmãos de linha reformada. Creio que com isso, o pentecostalismo passa a contribuir para o fortalecimento do protestantismo no Brasil”. Que ela continue assim!